Redes Sociais e integração com Sistemas de Ensino a Distância (EAD). Vantagens e desvantagens

Resolvi analisar o Facebook (FB), que é sem dúvida uma das mais grandiosas ferramentas do entretenimento da atualidade.  Rolando a tela para observar as mensagens entendi que a barra do lado direito com os patrocínios nunca somem.  Embora o conteúdo das mensagens geralmente contenha apenas distração como fotos de amigos e comentários engraçados, muitas empresas tem tentado se aproveitar do universo aberto por esta rede social.

Conversando com o gerente da Kia da concessionária de Resende-RJ há dois meses atrás, entendi também porque algumas pessoas que não tem muito tempo livre acessam redes sociais.  Ele me disse que por vezes publica um comentário ou outro apenas para ser lembrado, visto que as pessoas associam a imagem dele a venda de carros.  Comentário importante porque revela uma tendência: o casamento do entretenimento e do marketing cujo nome é Facebook.

A força das redes sociais é impressionante.  Uma recente pesquisa interna em uma das empresas que trabalho revelou que 95% dos alunos estavam vindo do FB. O Google Analytics revelou a mesma informação.

O twitter, por sua vez é caracterizado por uma fonte de notícias um pouco mais estreita que o FB mas, assim como este último, tem diversos plugins para integração com sistemas em geral.  É um programa que não pode ser desprezado.

Continuando a análise, percebo que o grande vilão de qualquer loja virtual é o cadastro, pois os internautas são impacientes, vítimas da pressa imposta por… nós mesmos.  Neste caso a rede social é imprescindível pois possui um plugin muito bom que é capaz de fornecer os dados pessoais do usuário a qualquer sistema.  É fácil gastar tempo no cadastro do Facebook, enorme e estranhamente inquisidor.

Nos últimos dias me vejo atendendo uma demanda de um sistema de ensino a distância com forte integração com as redes sociais.  A princípio, tive a impressão de que precisava fazer uma rede de comunicação interna dentro do sistema, usando apenas alguns plug-ins do Twitter e FB. Desta forma, os alunos teriam como discutir sobre as videoaulas, conteúdo de editais e muito mais.  A princípio, até esta idéia seria perigosa!  Dependendo do público alvo dos cursos podem haver comentários fortes demais; informações nem sempre positivas desfilando dentro do universo de alunos cadastrados, como um viral. É um fato verdadeiro. Então, o sistema de ensino a distância e seu corpo pedagógico precisam estar atentos para esta observação.  No entanto é o risco do negócio.  Impossível fugir desta tendência do mercado.

Há pouco mais de dois dias entreguei uma versão beta do trabalho.  Na página do aluno havia um box “similar” ao do FB.  O usuário que clicasse em qualquer foto poderia se comunicar com seu colega de curso perfeitamente, porém dentro do sistema de EAD.  Foi criado até um botão “curtir”.  Em nenhum momento o aluno seria incitado a sair do sistema.  A permanência e o interesse pelo conteúdo dos cursos foram priorizados.

Eis que por telefone recebi o feedback do trabalho:  um dos diretores passou a ligação para um menino de 18 anos, estagiário cheio de idéias:

“O aluno vai enjoar”.

Conversei por mais uns 3 minutos até entender que fazer um “fake facebook” para aumentar a interatividade entre os alunos me aproveitando da popularidade do programa original pouco valeu.  Eu só precisava ter colocado um plugin dentro da plataforma.  Assim, quando o aluno clicar na logo do Facebook, seja para curtir a página ou achar um amigo, seria lançado para fora do centro de estudos para conversar com seus colegas.

Compreendo que as redes sociais são ótimas para captação de alunos. Desprezar o marketing é ignorar o futuro. Toda a massa de usuários presente no entretenimento são potencialmente oportunidades de negócios.

Contudo prestemos atenção em detalhes:

1)   celulares e dispositivos móveis são proibidos em diversas salas de aula presenciais;

2)   redes sociais (como até o Google+) encontram mais facilmente colegas distantes seus mais rápido que você consegue se lembrar que eles existem ainda.

Por que será?

Related Posts

1 comment

Leave your reply

*" value="" aria-required='true' />
*" value="" aria-required='true' />