Cursos online: Por que tantas empresas de cursos online quebram? Conheça a teoria do grátis.

Cursos online: Por que tantas empresas de cursos online quebram? Conheça a teoria do grátis.

NetScapeNa década de 90, quando a internet começou no Brasil, havia um navegador considerado muito bom e proprietário (pago):  o Netscape. O navegador concorrente era o Internet Explorer, da Microsoft. Enfim a Microsoft incorporou o Internet Explorer no sistema operacional Windows, forçando a Netscape a tornar gratuito seu serviço.  A séria empresa que criou o Netscape quebrou. Contudo foi neste momento que nasceu um termo mal compreendido na Web brasileira: a palavra “grátis”.

Realmente era tempo de recessão econômica… Quase todas as micro empresas pirateavam software com a leniência não ingênua das multinacionais como Adobe, Microsoft e muitas outras.

Construir sites virou tarefa para garotos.  A internet brasileira foi infestada por trabalhos coloridos e imagens que saltavam de um lado para o outro.

Eu chamo este período de “a era dos meninos”.

Atualmente recebo dezenas de pedidos de orçamentos todo mês.  Percebo que muitos não tem idéia de como começar um projeto de EAD, embora creiam que entendam, caindo no conto do passado: a palavra “grátis”.  De fato, softwares como Moodle são gratuitos, mas nem de longe o projeto de ensino a distância tem custo zero.  A personalização do mesmo Moodle pode facilmente custar 40.000,00, dependendo do projeto.

A Fundação Getúlio Vargas ministra cursos gratuitos e usa o Moodle, mas isso não significa que o investimento desta organização é nulo.  A FGV ministra estes cursos porque recebe patrocínio para tanto e mesmo se não recebesse é ótima estratégia de marketing.  Quem não quer um diploma da FGV?

Quando a Microsoft aceita certa dose de pirataria, na prática, está permitindo que o computador pessoal dos usuários abrigue não apenas o Windows, mas os programas proprietários que rodam nele.

O próprio Linux, que se diz gratuito, movimenta um mercado milionário de serviços. Um profissional especializado em servidores Linux pode trabalhar para dezenas de empresas cobrando R$ 2.000,00 de cada, trabalhando menos que uma hora por dia.

Então “grátis” é um estágio, um chamariz.  Faz parte da curva de aprendizagem. É o início de uma jornada.

Ter um projeto de EAD sério requer tecnologia, tutores, coordenadores pedagógico, planos de aula, planejamento de marketing e muito trabalho. Um dos grandes segredos dos cursos online é a configuração dos vídeos e sua proteção contra pirataria.  Fazer com que o seu vídeo rode em qualquer computador, tablet, celular é igualmente importante.

Existe um descolamento entre a prática e a teoria para projetos de EAD. Certos segredos só são revelados quando o negócio já está em andamento, não tem jeito.

Em 2008, quando participei de projetos de pós graduação e preparatórios para Petrobras aprendi que o tipos de alunos afetam diretamente no projeto porque tecnologias precisaram ser desenvolvidas para cada público alvo. Os alunos de nível médio requisitavam vídeos mais leves por terem computadores e banda larga sofrível, mas os de nível superior precisavam ser auditados com maior atenção porque tudo era motivo para ação judicial.

Uma conta rápida: um curso de pós graduação pode bater facilmente o faturamento bruto de 4.000.000,00 (quatro milhões) anuais.

Possuo um modelo de negócio que proponho montar toda a infra-estrutura de uma empresa virtual: loja virtual integrada ao PagSeguro, site, plataforma EAD com hospedagem de vídeos protegidos e consultoria, sendo este item o mais importante. Chamo esta estratégia de projeto-master. Uma vez que toda a infra-estrutura estiver montada, o custo mensal pode chegar a R$ 500,00.  Para empresas com cursos interessantes aceito até financiar a idéia e montar parceria.

Recebo mensalmente dezenas de pedidos de orçamento e muitos se assustam até quando comento o mais baixo dos preços (o citado acima).   Culpa da incompreensão da palavra grátis na internet.

É por isso que está escrito:

A Cesar o que é de César” (Mateus 22:21), que pode ser entendido assim:

“Grátis é para os meninos”.

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